Publicado por: Taty | Outubro 28, 2008

Pausa

Opa! Esse Post é só pra avisar quem ainda chega aqui que esse blog está “pausado”. É que estou em fase de entrega de monografia (ou seja, quase ficando sem cabelos) e falta tempo pra escrever e ter idéias interessantes pra colocar no blog. Mesmo pq qualquer idéia é sugada do meu cérebro para um buraco negro e nem chega ao meu querido TCC, chuif…

Alguém ai conhece mandinga pra receber “espritro escrivinhadô”? Tá difícil, não sai nada útil… rs

Acho que até o natal eu volto, senão, feliz páscoa!

Publicado por: Taty | Agosto 21, 2008

Biblioteca pra quê?

É, é sério o caso Internet x biblioteca. Estou em fase de desenvolvimento de monografia, portanto, preciso pesquisar e ler muito para desenvolver meu projeto, certo? E é certo também que devo começar a pesquisar numa biblioteca, certo? Eu digo: ERRADO!

 

Em 4 anos de faculdade, se utilizei a biblioteca da faculdade mais de 10 vezes para fazer trabalho foi muito. Até pra estudar para o concurso da prefeitura, de todo o material pesquisado, só duas vezes foram livros (um deles digitalizado). E agora, pesquisando mais um material para o meu tcc, que é sobre a utilização de blogs em bibliotecas, leio agora vários livros através do google livros. Biblioteca? Pra que?

 

Por que vou até a biblioteca, se posso pesquisar pela Internet? Ah, porque lá tenho um bibliotecário pra me atender? Bom, o google tem mais paciência comigo. Hum… Porque o bibliotecário pode me orientar melhor na escolha do material? Mas, se eu pesquisar na Internet, recupero materiais do mundo todo, de forma mais rápida. Ah ta, porque junto desses materiais pode vir muita coisa que não me interessa? Verdade, ainda mais seu eu não souber pesquisar, o que normalmente acontece. Porém, o material que eu recebo é muito mais atualizado do que o dá biblioteca…

 

Isso não é fenômeno recente, e ta na hora de todo mundo parar pra pensar no galope da Internet em relação á biblioteca. Acho que é hora de nos ligarmos mais em tecnologia e comunicação, porque computador e informática não mordem e o usuário já percebeu isso, só a gente que não. Não é a toa que a biblioteca começa a ficar às moscas… até os robozinhos do google conseguem tornar um artigo acadêmico, ou uma informação, que seja, mais acessível e de forma mais rápida do que a biblioteca.

 

Sabem, bases de dados são legais, mas eu acho que são muito cheias de dedos, quer dizer, complicadas, cheias de restrições. Deviam fazer pesquisa à louca, como o google faz. Vamos aprender um pouco com a informática, porque  não tem nada de feio em admitir que estamos desatualizados e que o pessoal de Tecnologia da Informação tá passando na frente da gente feio nesses sentidos. Depois não podemos reclamar que as empresas não contratam bibliotecários pra gerenciar conteúdos e conhecimentos em geral. A gente burocratiza tudo, ué! E além disso, eles são mais criativos do que nós. Que medo é esse gente? Computador na biblioteca pode até estimular a leitura. E deixa o povo mexer no orkut, MSN, blogs e o raio que o parta! Afinal, isso tudo gera conhecimento, informação, e também é e-learning. Tudo é aprendizado! Redes sociais são o top da informação na atualidade!

 

Então deixem de ser tiozinhos e entrem na onda da molecada! Eles é que sabem do futuro, a gente só obedece à demanda…

Publicado por: Taty | Julho 8, 2008

Diálogos na sala de espera…

Durante a espera para a rematricula, a menina da minha sala estava falando sobre o tema do seu tcc para uma amiga de outro ano. Segue o diálogo:

Menina da minha sala: – O tema do TCC é biblioterapia!

Amiga: – Nossa, legal!

Menina da minha sala: – É! Gostariamos de sugerir que a biblioterapia virasse matéria à ser lecionada durante o curso.

Amiga: - Puxa, isso pode ajudar doentes também?

Menina da minha sala: – Essa é a idéia…

Amiga: – Precisa ter bastante livros de auto-ajuda, então…

Desculpem os erros ortográficos, foi a emoção. Eu podia ter ficado sem essa e com o desconto de 10% na mensalidade… ¬¬

Publicado por: fabianoqueiroz | Junho 28, 2008

Leituras

Sobre o livro “Jornalismo canalha”, citado no post de 15 de junho, eu posso dizer que recomendo. Por vários motivos: muita gente (a grande maioria) lê jornais e revistas ou assiste televisão sem perceber o que há por trás do que se diz e escreve. Não passa pela cabeça das pessoas que há diversos componentes ideológicos em uma simples pauta ou na composição de uma primeira página. Não que isso signifique que há um “plano macabro de dominação do mundo” por parte do dono do meio de comunicação, mas quer dizer, em essência, que esse mesmo senhor pode ter motivações pessoais / profissionais (para não dizer financeiras) para veicular determinadas matérias usando certas palavras, ao invés de outras que poderiam descrever a situação de forma mais real. No livro, há vários exemplos e casos do gênero. A forma como o MST é tratado pela grande mídia, sem que haja qualquer abordagem do que ocorre dentro do movimento, é um exemplo bastante claro. Assim como a maneira que se coloca a “questão Palestina”, muitas vezes se invertendo as responsabilidades sobre certos atos considerados terroristas.

Acredito que nós, bibliotecários, temos obrigação de ler e ver com uma nuance clínica, não se deixando levar pelo produto belamente embalado, e espalhando notícias da forma como as recebemos. É fundamental peneirar, estudar, captar a essência do que nos é transmitido pelos meios massivos de comunicação. Percebo pelas próprias listas de bibliotecários que há muita gente acreditando em contos de fadas em nossa área. Atenção, cuidado e muita leitura são minhas recomendações básicas.

Publicado por: fabianoqueiroz | Junho 24, 2008

OFF TOPIC – Brasil musical

Sempre se soube que quantidade não é qualidade, correto?

Na música, é praxe entre os fãs mais xiitas considerar que discos muito bem vendidos são, salvo exceções, verdadeiras bombas.

Pois bem, o Padre Marcelo é líder do ranking dos discos mais vendidos pelas plagas brazucas.

E ainda tem Xuxa em segundo, quinto, sexto e oitavo.

Pensa que acabou?

Não, tem o Só Pra Contrariar em terceiro!!!

Veja a lista dos dez primeiros aqui, e… sorria :)

Publicado por: fabianoqueiroz | Junho 24, 2008

Partidos começam a vetar candidatos com ficha suja

A pressão popular para evitar que políticos com ficha suja possam disputar eleições e a decisão de entidades como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) de divulgar em seu site a lista de processos a que cada um dos concorrentes deste ano responde na Justiça estão obrigando os partidos a rever normas internas e a filtrar a escolha de nomes. Embora nem todas as legendas tenham estabelecido novas regras, é consenso entre as principais o veto a candidatos que sejam alvo de processos criminais.

Algumas siglas já definiram novas regras para a seleção de candidatos. Quem se envolveu em crimes contra a vida, por exemplo, dificilmente vai conseguir se candidatar este ano. O DEM baixou uma resolução na semana passada com uma série de proibições aos filiados interessados em concorrer a algum cargo eletivo. O PMDB e o PPS também recomendaram aos seus diretórios municipais “bom senso e cautela” na hora de ratificar ou vetar eventual candidatura.

Ainda que, na prática, os especialistas vejam no movimento poucos avanços, eles admitem que a mudança já é uma resposta à pressão da sociedade. A viabilidade das candidaturas de políticos com ficha suja é sustentada por uma brecha na Lei de Inelegibilidades (64/1990): ela não trata da vida pregressa dos postulantes. Para corrigir a situação, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral elaborou um projeto de lei de iniciativa popular para filtrar as candidaturas. Ele precisa de cerca de 1,5 milhão de assinaturas para ser enviado à Câmara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O texto encontra-se no link http://br.noticias.yahoo.com/s/24062008/25/politica-partidos-come-am-vetar-candidatos-ficha-suja.html

Bem, bem… ok, mais um artigo que não tem NADA a ver com Biblioteconomia. Afinal, a política não nos diz respeito, correto? Ahn…

É interessante como o veto aos candidatos “sujos na praça” é opcional. Não deveria ser obrigatório? O passado do elemento não tem relevância, então? Bacana!!! Sem contar o absurdo de qualquer pessoa, sem nenhum tipo de formação, poder se candidatar… precisamos estudar para ser bibliotecários, mas não para ser algo socialmente bem mais impactante… um político, que influencia diretamente na vida de uma comunidade. Não que um doutor resolva os problemas (vide FHC), mas é bizarro imaginar que pessoas sem formação possam se candidatar e nos “representar”. Qual a lógica disso? Diz aí…

Publicado por: fabianoqueiroz | Junho 23, 2008

O Brasil leitor

 

A velha máxima que diz que “o brasileiro não lê” talvez seja um pouco exagerada. Depende do brasileiro… claro que não é um país de leituras “refinadas”, até pelos nossos impressionantes índices de analfabetismo funcional. A educação terrivelmente falha de nossa colossal nação nos colocam em uma situação de grave risco, onde vemos claramente a impossibilidade de montar um grupo politicamente soberano. Somos incapazes de discernir entre a verdade e a falácia, tanto no que diz respeito às eleições, quando votamos em espertalhões de duvidosas intenções, quanto em aspectos religiosos, onde percebemos uma onda de novos “fiéis” evangélicos e carismáticos, cooptados pelo marketing mais grotesco, desses que são hoje os legítimos “vendilhões do templo”. Afinal, templo é dinheiro!

 

O Brasil é isso, assim como a América Latina: povo alienado, subjugado, desesperado. Caminho quase sem saída. Quase, pois sempre há a esperança de que a educação seja valorizada em algum nível, por algumas poucas pessoas capazes de operar transformações mais profundas na sociedade.

 

Bem, e o que o Brasil anda lendo, afinal?

 

A ampla pesquisa intitulada “Retratos da leitura no Brasil”, lançada pelo Instituto Pró-Livro, mostra alguns dados interessantes. Só para começar, 54% dos pesquisados alegam não ler por “falta de tempo” (desculpa clássica, pois tempo é questão de prioridade e foco”. Temos 34% de pessoas que dizem ter outras preferências, além de 19% que se mostram desinteressados (as questões eram de múltipla escolha, antes que alguém comente que os dados superaram os 100%). Falta de dinheiro e de bibliotecas respondem por, respectivamente, 18 e 15% do “eleitorado”. Logo, 53% não lêem por desinteresse puro e simples. É um número acachapante, e só isso já ajuda a entender o estado de coisas de nosso país.

 

Para ter idéia do valor do livro no Brasil, 86% dos entrevistados que se consideram “não-leitores” nunca foram presenteados com livros na infância. Muitos entrevistados ainda dizem não ler por não estarem estudando, demonstrando a ligação umbiguista entre leitura e estudo. A leitura, diga-se, como prática obrigatória e até traumática no período escolar.

 

Para acesso ao relatório completo, clique aqui.

 

Ou mande-me e-mail, que envio o trabalho. De vez em quando, vou comentar alguns resultados neste espaço.

Publicado por: fabianoqueiroz | Junho 15, 2008

Jornalismo canalha (biblioteconomia desinformada)

Neste Brasil varonil, nação de lambanças mil, será mesmo que alguém ainda se importa com alguma coisa, além da fantasia?

A reação desregrada de meia dúzia de imbecis supostamente torcedores do Corinthians, após a aparente falha do goleiro Felipe, na final da Copa do Brasil, contra o Sport (para quem não sabe, o Sport é campeão da Copa do Brasil, após vencer por 2×0 o time paulista, na segunda partida decisiva), me faz pensar o que seria esse país, se o POVO, essa mística entidade, reagisse contra o sistemão vigente, da mesma forma que reage contra os “vilões” de seus times de futebol. Isso vai contra o que sempre digo, que o brasileiro é passivo e apático. Não é. Quando o assunto lhe interessa, não é. Mas parece que política não interessa a mais ninguém mesmo. Eis um povo que merece a CSS!!!

Pois é, estou aqui para tratar de um tema chato e extremamente árido, mas você não é obrigado a ler. Pode assistir ao TV Fama. É bem mais divertido. Em todo o caso, vou escrever assim mesmo. Estou lendo um livro chamado “O jornalismo canalha”, de José Arbex Jr, editor-especial da revista Caros Amigos. Nas primeiras páginas, ele detona o esquemão que tornou os jornalistas meras marionetes nas mãos dos neoliberais fundamentalistas dos EUA. Esquemão que se espalha por boa parte do mundo, inclusive pelo supracitado Brasil. Aquele Brasil que hoje enfrenta o Paraguai, pelas Eliminatórias (e se vencer, ninguém mais lembrará da CSS).

Bem, eu estou nas primeiras páginas, mas desde já, recomendo muitíssimo. É interessante entender como a Casa Branca transformou os povos árabes em “monstros” inumanos, e como isso reflete na imprensa de forma geral. Cita, inclusive, a organização “Jornalistas Sem Fronteiras”, entidade que originou o blog BSF – bibliotecários sem fronteiras, criação da bibliotecária Viviane, do Rio de Janeiro. Eu fui um dos primeiros escritores do BSF, inclusive… mas temo que a idéia do BSF, no sentido filosófico e prático da coisa, ainda continua apenas no ambiente virtual. A apatia e o menosprezo absoluto pela luta diária contra o estado febril de coisas atinge todas as classes, religiões e profissões, e nós bibliotecários, vivenciamos isso da maneira mais alienada possível. Não, isso não é bom, mas também não percebo a formação de uma massa crítica em nossa área, que possa repensar e e ajudar a TRANSFORMAR essa gigantesca e corrupta nação.

Assim que eu terminar de ler o livro, lanço mais idéias aqui…

Publicado por: fabianoqueiroz | Junho 10, 2008

Gibis: importância, influência, paixão e preconceito

Gibis, histórias em quadrinhos, HQ´s, revistinhas. Legítimo mundo mágico, visto como infantil por muitos, cercado de preconceitos de todos os lados, mas detentor do coração de tantos que cresceram lendo as histórias visuais. Impossível caracterizar uma revista em quadrinhos de forma monocórdia, já que existem tantos tipos de histórias disponíveis, desde as mais infantis e supostamente ingênuas, até os quadrinhos adultos, que contém sexo, violência ou a mais pura filosofia.

Esse artigo não tem nada de acadêmico, nem quer desfazer mitos. É só uma pequena homenagem às revistas que fazem ou fizeram parte da formação de tantas pessoas mundo afora. Gibis que ensinaram a ler, a escrever e a entender melhor o mundo. Gibis que não são melhores nem piores que os livros. São, literalmente, diferentes. São visuais, e por isso mesmo, ótimos para a formação de novos leitores. Pois é difícil imaginar uma maneira tão divertida de aprender a ler, que não seja através de imagens e histórias. E mais difícil ainda nos dias atuais e tão visualmente apelativos, já que “uma imagem vale mais que mil palavras”. Que o digam os publicitários…

Mas não é pensando no futuro dos publicitários, que eu creio serem as HQ´s uma ótima fonte de trabalho pedagógico. Por experiência própria, gibis são interessantes na formação da VONTADE de ler, da VONTADE de escrever (e desenhar, obviamente), além de facilitar esse entendimento dinâmico entre texto, imagens e cores, tão vital em tempos internautas. Pois um bom internauta lida com essa multiplicidade de características. O texto não é mais SOMENTE um mero texto. Ele vem acompanhado de cores, de traços, de idéias subjetivas. O gibi, de certa forma, antecipou isso, mesmo que insconscientemente. Ironias da vida… o gibizinho sempre foi vítima de críticas ferrenhas dos “acadêmicos”, esses doutores fabulosos e teóricos que raramente fazem algo efetivamente útil pela sociedade… (não me refiro aos pesquisadores, obviamente, muitos dos quais trabalham e atual pela sociedade).

Bem, voltando ao tema, eu basicamente comecei a ler e a escrever através dos gibis da turma da Mônica e da Disney. Foram momentos tão mágicos que ainda lembro com carinho de algumas das primeiras histórias que li. E acabei me tornando um colecionador. Infelizmente, devido ao pouco espaço disponível em casa, não pude ampliar essa coleção… acabei até me desfazendo de parte dela (com muita dor no coração. Só um verdadeiro colecionador sabe como é). Mas ainda tenho pilhas de revistas guardadas. Percebe-se, hoje, que os gibis já não são mais tão populares. A diversidade de opções de mídia vem pulverizando os gostos pessoais. As vendas caíram, e em alguns casos, a qualidade também. No Brasil, ainda temos uma linha forte da Mônica, além de algumas adaptações a serem lançadas pelo criador da dentuça (um mangá da turminha parece ser o mais notável). Na Disney, ao menos no Brasil, a decadência é óbvia. Entre os fãs de heróis, Marvel e DC vão bem, obrigado, melhor representados do que na época em que eram editados pela Abril.

O que mais me preocupa na educação é a falta de leitura. Você percebe claramente quem lê e quem não lê pelo simples ato da abertura da boca. Uma pessoa fala e escreve conforme o treino recebido. É difícil uma criança gostar de ler, se os pais não o incentiva, ou se a leitura na escola é realizada de maneira maçante. Mesmo incentivando, hoje não é muito fácil convencer um jovem a pegar um livro… mas é perfeitamente possível. Um filme como o Homem de Ferro pode influenciar um adolescente a procurar por histórias do personagem, nos quadrinhos. Já é leitura. Quem assistiu ao (péssimo) Código da Vinci pode ter se inspirado para ler o (ótimo) livro de Dan Brown. O simples fato de gostar de auto-ajuda, ou de livros de autores como Paulo Coelho, é um incentivo. O que não pode acontecer é a pessoa ficar nisso e não evoluir, naturalmente.

Existem HQ´s bastante complexas e pesadas, com histórias dotadas de alta carga dramática e roteiros intrincados. Não são os mais indicados para crianças, mas são também uma evolução aos passos iniciais. E esses passos iniciais podem ser aqueles universais, das historinhas da Mônica, Cebolinha, Chico Bento… inclusive, acho válido utilizar as histórias do Chico ou do índio Papa-Capim em aulas de educação ambiental.

Aos críticos do linguajar de Chico Bento e Urtigão, uma sugestão: usem esses textos com as crianças. Ajudem a criança a “corrigir” tais textos, tomando o óbvio cuidado de não incutir preconceitos linguísticos. Pois o idioma não vive em uma redoma intransponível, e a “norma culta” só tem valor mesmo para textos comerciais ou acadêmicos. Ou melhor, tem valor em qualquer situação, é claro, mas no dia-a-dia, as pessoas não tendem a falar de forma empolada, ou tão correta, a não ser em grupos restritos.

E a melhor maneira de falar e escrever de forma correta e criativa é… lendo. E lendo muito! Fico psicótico com pais que não incentivam a leitura em casa. Com professores que priorizam a gramática, em detrimento do texto. Com pessoas que dão declarações públicas, dizendo que odeiam ler (há momentos em que o silêncio é o melhor remédio). Mas também sei que bons leitores têm uma clara vantagem competitiva no mercado de trabalho.Um “vai í” ou um “nóis vai” durante uma entrevista de emprego é morte certa. Escrever “já vouto” ou “estol aqui” no msn pode causar calafrios em algumas pessoas. E causa mesmo, pois é um crime contra o idioma… o interessante é que assassinar a língua é comum no Brasil, mas quando entramos em fóruns de outros países, percebemos um cuidado muito maior por parte dos frequentadores. Entro em fóruns cujos principais idiomas são o espanhol e o inglês, de vez em quando, e noto que existe um respeito bem maior pelo idioma materno. E mais, muito mais, acredito que as pessoas naturalmente escrevem melhor, pois foram melhor educadas e incentivadas.

Então, basicamente, não tenho respostas para as causas de tantos estupros linguísticos (sem trema, já que ela vai cair mesmo), mas é óbvio que a solução passa pela educação. E falar em educação no Brasil é até um tanto cansativo. Ser pró-ativo aqui é uma questão de sobrevivência. Estude por conta, leia muito, e não deixe seus filhos se tornarem analfabetos funcionais, como tanta gente por aí.

Criança precisa de motivação, de dinamismo. Desligue a TV, leia um gibi com ela. Saia do orkut, vá ler um livro! A inclusão digital não tem como objetivo o emburrecimento progressivo da população, mas a sensação que se tem é essa, em uma rápida olhada nos perfis de sites de relacionamento, como o Orkut (até já é famosa a série “pérolas do orkut”, que roda pelos e-mails Brasil afora). E tudo isso é apenas… falta de leitura!

Que falta faz a Mônica!

Publicado por: fabianoqueiroz | Junho 2, 2008

Metade da Assembléia do RJ responde por crimes

Com quase metade de seus integrantes eleitos em 2006 denunciados agora por diversas acusações – estelionato, improbidade e até formação de quadrilha e homicídio -, a Assembléia Legislativa do Rio enfrenta a maior crise de credibilidade de sua história recente. Dos 70 deputados, 33 estão na mira do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e até do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que quer barrar candidaturas de políticos com antecedentes criminais.

Recentemente, 14 deputados foram acusados de envolvimento na contratação de fantasmas para desviar benefícios; um passou a ser processado por suposto envolvimento com uma milícia; outro foi denunciado por homicídio; mais um chegou a ser preso por lavagem de dinheiro. Mas a Assembléia só cassou dois mandatos, de Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB), e o preso foi libertado por iniciativa dos colegas.

No caso das contratações de fantasmas, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembléia pediu punição para oito deputados – outros três ainda estão sob investigação na Corregedoria. Mas o plenário só cassou dois. Os demais foram inocentados pelos colegas, embora ainda estejam sob investigação do Ministério Público Estadual ou da Justiça.

“Tive um trabalho danado, todo mundo me odiando, e a coisa não andou”, reclama o presidente do Conselho de Ética, Paulo Melo (PMDB). “É a mesma coisa que ser padre no inferno.” No caso de seu colega Álvaro Lins (PMDB) – ex-chefe da Polícia Civil, preso em flagrante por lavagem de dinheiro pela Polícia Federal na quinta-feira, durante a Operação Segurança Pública S.A. -, porém, Melo se mobilizou para libertá-lo. A Assembléia se reuniu na sexta-feira e aprovou projeto de resolução libertando-o no mesmo dia. Mas também determinou que a corregedoria da Casa investigue o caso para saber se Lins quebrou o decoro parlamentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://br.noticias.yahoo.com/s/01062008/25/politica-metade-da-assembleia-rj-responde-crimes.html

Bem… o que isso tem a ver com Biblioteconomia?

Diretamente, nada. Pelo menos na aparência. Mas se nós, como bibliotecários, não temos uma postura política de repúdio à essa grande zona em que se transformou o Brasil (caso perdido, acho…), fica difícil exigir isso de outras pessoas… convenhamos que METADE de uma assembléia ser ocupada por bandidos significa que algo de MUITO errado acontece no país. Triste mesmo é quando comparamos com um país como a Finlândia, onde praticamente não existe corrupção, ou Japão, cuja população entra em estado de choque coletivo quando alguém mata um prefeito a bala. Tiroteios não são comuns por lá… sim, eu sei que aqui são, mas se você acha isso normal, interne-se.

Bem, ficamos por aqui…

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